Marcio Mariguela

Psicanálise & Filosofia

Convite – 11ª Sessão do Diálogo Cinemático

Projeto Psicanálise em Extensão CONVIDA para 11ª Sessão do Diálogo Cinemático

Cisne Negro – (Black Swan) – EUA – 2010  –  Direção: Darren Aronofsky

Mediador: Mauro Mendes Dias –  psicanalista, membro fundador da Escola de Psicanálise de Campinas, autor de  “Moda Divina Decadência: ensaio psicanalítico” (Hacker Editores, 1997).

28/maio/2011  –  15h

Rua Prudente de Moraes, 1413 – Bairro Alto – Piracicaba -SP

Vagas Limitadas (20) – Entrada Franca – inscrição: mmariguela@gmail.com

 Sinopse:

Nina é bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica, bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha. O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, e Lily é a própria personificação do Cisne Negro.  As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade.  Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, sua extimidade e inquietante estranheza.

 na web

trailer oficial:

http://www.youtube.com/watch?v=bJ55AoPL9xI

1 Comentário»

  daniela quevedo wrote @

Sábado, 28/05 – 20h15

As asas do cisne

Ética clássica. Tal é a resposta do filme “O Cisne Negro” à irrupção do acontecimento da animalidade desengonçada do cisne no corpo da bailarina. Quem diria, o pato feio no corpo da princesinha!
Não vá pela estrada da floresta. Siga o norte materno. Transgredir leva ao pior.
Poderia isso ter outra ventura? No filme recorreu-se pelo destino clássico: auto-sacrifício em nome do ideal. Perfeição moralista? Ou hollywoodiana?
O desfecho sustenta a figura do ideal em queda contra o mal-estar do bicho. Descrença já conhecida da civilização.
Deixar-se atravessar pelo gozo ao preço da morte. Isso, ou ser mais uma somente.
Entretanto, o gozo na morte da bailarina de hoje não é o mesmo daquele que silenciou Tchaikovsky em sua época. Ali houve um atentado contra os valores do mercado do Outro da cultura. Aqui sua sustentação como impossibilidade.
Se haveria uma nodulação dessas dimensões irreconciliáveis, desejo e gozo, o filme não apresentou.
Um artista talvez pudesse tê-lo feito.
Trata-se de um salto.
Mas não para a uma morte heroica apresentada como gozo, como sugere o filme.
A morte não tem face. É seca. É nada. Pode dessubstancializar qualquer coisa.
O salto poderia então desenhar brevemente uma ausência de peso. E o animal em questão, nem anjo nem demônio, ser simples meio.
ricardo e daniela pacheco


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